terça-feira, 6 de novembro de 2012

Arroz de Pato no Forno


Arroz de Pato no Forno, é a receita apresentada pelos cozinheiros Portugueses na China.

Preparação:




    Cozer o pato inteiro com 1 chouriço e no final da cozedura, passar o caldo por 1 passador e reservar.
    Fazer um refogado com a cebola e o azeite, logo que a cebola fique transparente, juntar os alhos e o tomate e deixar apurar. Acrescentar o arroz e fritar durante 2 minutos, mexendo sempre com um garfo. Adicionar o caldo de cozer o pato, em 2 vezes o volume do arroz, juntar o sumo do limão e o chouriço, tapar o tacho e deixar cozer em lume brando.
    Entretanto, desossar o pato e desfiar. Logo que o arroz fique pronto, rectificar o tempero, retirar o chouriço e cortar em rodelas finas, assim como o chouriço da cozedura do pato.
    Num tabuleiro colocar no fundo uma camada de arroz seguida de ½ do pato desfiado, algumas rodelas de chouriço e azeitonas, posteriormente, adicionar uma nova camada de arroz seguida do restante pato, algumas rodelas de chouriço e azeitonas, cobrir com o restante arroz, decorar com umas rodelas de chouriço e levar ao forno para tostar.



Ingredientes

  • 500g Arroz 
  • 1 pato grande
  • 2 chouriços
  • 2 cebolas grandes picadas
  • 2 tomates sem peles nem sementes, cortados em pedaços
  • 6 dentes de alho picados
  • Sumo de 1 limão
  • Azeitonas sem caroço e cortadas aos pedaços
  • Sal e Azeite q.b.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Receita de Carne de Porco com Castanhas

Aproveito que estamos na época das castanhas.

Receita de Carne de Porco com Castanhas

Ingredientes:
  • 800g de lombo de porco
  • 500g de castanhas
  • 1 colher de sopa de massa de pimentão
  • 3 dentes de alho
  • 1 folha de louro
  • 2,5dl de vinho de mesa branco
  • 5 colheres de sopa de azeite
  • Sal q.b.
  • Pimenta branca moída q.b.
  • Batatas



Preparação:

Corte a carne em cubos e tempere com os dentes de alho picados, o louro, a massa de pimentão, sal e pimenta, misturando muito bem. 
Deixe repousar durante 30 minutos. 
De seguida, leve ao lume um tacho com o azeite, deixe aquecer e junte a carne, deixando-a cozinhar até ficar bem douradinha, mexendo de vez em quando. 
Adicione o vinho e deixe ferver. 
Depois junte as castanhas, tape e deixe cozinhar em lume brando durante 20 minutos, mexendo de vez em quando.
Sirva o prato quente e acompanhe com batatas fritas em cubos.

Bom Apetite !!

Sonhos de Natal

Receita: Sonhos de Natal
Ingredientes para os Sonhos de Natal.

  • 1 pitada de sal
  • 1,5 dl de óleo
  • 250 grs de farinha
  • 3 dl de leite
  • 6 ovos grandes
  • casca de 1 limão
  • açúcar em pó p/ polvilhar
Confecção:
Ferva o leite com o óleo, a casca de limão e o sal. Adicione a farinha de uma só vez e misture até que a massa se descole da panela. Depois de arrefecer, acrescente os ovos inteiros, um a um e mexa bem.
Frite os sonhos, colocando colheradas de massa em óleo quente. Retire-os e escorra em papel absorvente. Antes de servir, polvilhe com açúcar em pó.
Aproveite o video e siga as instruções:

domingo, 4 de novembro de 2012

Espetada Madeirense


A boa espetada madeirense


A espetada madeirense é, provavelmente, o prato mais conhecido e o mais consumido em piqueniques, em festas e romarias das ilhas da Madeira e Porto Santo, nas quais os vários açougues colocados à disposição de todos expõem carne para todos os gostos. Carne que, depois de cortada, espetada e temperada, é assada por cada um em enormes grelhadores, junto aos quais a festa é permanente.


A carne para a famosa espetada madeirense deve ser tenra, preferencialmente do Acém ou Vazia, Alcatra ou Filete, suculenta ou gordurosa, mais conhecida por carne marmorizada e com uma capa de gordura na parte exterior da peça (flor). A carne deve estar num período de maturação a uma temperatura positiva entre 1 a 4 graus e entre 4 a 14 dias. Deve ser cortada em cubos ou paralelepípedos com cerca de 3,5cm a 5cm.
Com a brasa feita de lenha não resinosa, a carne deve ser preparada à temperatura ambiente, de forma a grelhar melhor e libertar ainda mais os seus aromas. Deve ser temperada logo que a brasa esteja pronta, adicionando-se-lhe alho esmagado com a própria casca e louro cortado em pedaços pequenos, envolvendo muito bem. Logo de seguida junta-se o sal, do mais grosso, levando a espetada à brasa nos espetos, de preferência de pau de louro, e não dando tempo para o sal derreter.
Com a brasa em cor de fogo e a uma distância de 10 cm da espetada, de forma a não deixar a carne passar de mais e manter toda a sua qualidade e sabor, roda-se cada espeto, gradualmente, até que cada pedaço de carne ganhe um tom alourado e apetitoso como têm as espetadas do Restaurante As Vides.
Situado na povoação de Estreito de Câmara de Lobos, a uns escassos quilómetros do Funchal, o restaurante As Vides é um restaurante histórico da ilha da Madeira, aberto desde 1950, tendo sido o berço das espetadas madeirenses na restauração da ilha.
Apesar de na atualidade o braseiro já não ser assim alimentado com a matéria prima oriunda das videiras, que lhe deu o nome, a qualidade da carne e a experiência de quem a grelha continuam a conferir às espetadas aqui confecionadas a garantia de uma macieza e paladar ímpares.

Mas não é só pela qualidade e sabor da carne que se aconselha a visita a este restaurante, pois, desde o apetitoso e viciante bolo do caco (pão típico da Madeira), barrado com manteiga de alho, à salada com orégãos, às magníficas batatas fritas em palitos temperadas com bastante alho picado e aos crocantes cubos de milho frito (outra originalidade da cozinha madeirense), tudo o justifica.
Se beber a sangria da casa a acompanhar e terminar com um leite creme, vai ver que não se vai arrepender.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Bacalhau com natas


Receitas de Bacalhau, Bacalhau com Natas
INGREDIENTES
600 g de bacalhau
1/2 kg de batata
2 cebolas médias
30 g de manteiga
30 g de farinha
0,25 dl de Natas para Culinária
1,5 dl de leite
1 folha de louro
cravinho
pimenta
sal
MODO DE PREPARAÇÃO
Corta-se o bacalhau e coloca-se num recipiente com água de véspera, tendo o cuidado de lhe mudar a água várias vezes.
Retira-se o bacalhau e leva-se a cozer em água limpa, após o que se desfia.
Cortam-se as cebolas em rodelas finas e as batatas em palitos os mais finos possíveis, fritando-as à parte num tacho.
Leva-se ao lume a manteiga, a que se junta a farinha, mexendo bem. Adiciona-se o leite, previamente fervido, lentamente, mexendo sempre, e deixa-se cozer, continuando a mexer com uma colher de pau. Por fim, tempera-se com sal e pimenta e juntam-se as natas para culinária quando adquirir uma consistência muito cremosa.
Leva-se o azeite ao lume numa frigideira, juntando de seguida a cebola e deixa-se refogar. Assim que começar a alourar, junta-se o bacalhau desfiado para que refogue um pouco.
Num tabuleiro de ir ao forno untado com manteiga deita-se este preparado, pondo uma camada de batatas por cima.
Cobre-se tudo com o creme de natas e leva-se ao forno para ganhar um pouco de cor.

Delicie se com o bacalhau com natas.

sábado, 27 de outubro de 2012

Bacalhau a Gomes de Sá


Receitas Bacalhau, Bacalhau à Gomes de Sá
INGREDIENTES
1 quilo de bacalhau grosso
1 quilo de batatas
2 decilitros de azeite do mais fino
1 grama de pimenta
4 cebolas medianas
2 dentes de alho
4 ovos cozidos
4 decilitros de leite
1 ramo de salsa


MODO DE PREPARAÇÃO
Toma-se o bacalhau dessalgado, põe-se numa caçarola com tampa, cobre-se com água a ferver, tapa-se e aguarda-se que passe um quarto de hora, sem ferver.
A seguir tiram-se as peles e as espinhas separando-se a carne do bacalhau em pequenas lascas. Estas lascas vão para um prato fundo, cobrindo-se com leite quente, deixando em infusão pelo menos por uma hora. Numa travessa de ir ao forno deita-se azeite, os alhos e as cebolas cortadas às rodelas. Estando a cebola a alourar juntam-se as batatas previamente cozidas cortadas às rodas de um centímetro de espessura e as lascas saídas da infusão em leite. Leva-se a travessa ao forno deixando ferver tudo por dez a quinze minutos. Sirva-se bem quente ornamentado com ovos cozidos cortados às rodelas, azeitona e salsa picada.

Um bom apetite, com o Bacalhau a Gomes de Sá

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Vinho do Porto

Em Portugal gera-se uma contradição curiosa com o vinho do Porto. Por um lado é cada vez mais enaltecido pelos críticos, que se empenham em dá-lo a conhecer, quiçá de uma forma algo erudita e distante para a maioria dos consumidores comuns. Por outro, por mais que o grande público se empenhe em seguir essa corrente, não encontra muitas oportunidades para abrir uma garrafa, ficando assim o seu consumo reduzido a ocasiões festivas como o Natal ou a Páscoa. 


Infelizmente não existem hábitos de apreciação das múltiplas variedades desta bebida durante as refeições, o que permitiria conhecer e desfrutar mais e melhor este magnífico produto. Há que ter em conta também que as experiências que se levaram a cabo para tomar Portos durante as refeições resultaram algo violentas. 

Impulsionados por um zelo desmedido, existe quem tenha organizado menus inteiros acompanhados com este vinho licoroso. A meu ver trata- se de um profundo disparate, uma vez que, como toda a gente sabe, o vinho do Porto é fortificado com aguardente, oscilando a sua componente alcoólica entre os 20°. Não parece pois aconselhável um banquete onde a ingestão alcoólica seja praticamente multiplicada por dois, utilizando este tipo de vinhos do Douro em vez dos denominados tranquilos. A intervenção de vinho do Porto deve proporcionar-se com peso e medida, pensando numa receita concreta dentre aquelas que vão compor o nosso menu. É esse o objectivo fundamental deste livro. Não se trata, portanto, de criar uma lista de opções para ser encadernada e oferecida aos nossos convidados durante um imenso festim acompanhado exclusivamente de vinhos do Porto, a fim de lhes mostrar o nosso domínio e conhecimento vinícola. O que realmente se pretende com este trabalho é que o anfitrião seja capaz de incorporar no princípio, meio ou fim da sua refeição um vinho do Porto indicado para uma prescrição em particular . 


Nesta obra apresentam-se desde entradas a sobremesas, saladas, pastas, carnes e peixes. Enfim, a partir de agora só quem não quiser é que não vai ter oportunidade de beber as garrafas de vinho do Porto esquecidas na garrafeira. 

Houve a preocupação de aconselhar uma vasta gama destes vinhos, brancos ruby e tawny, assim como de todas as categorias especiais. Para isso foi formada uma equipa por João Nicolau de Almeida, Miguel Castro Silva e eu próprio, que ia provando os pratos concebidos pelo chefe Hélio Loureiro. Para levar a cabo esta tarefa, a primeira coisa que fizemos foi analisar sobre O papel as receitas individualmente, tentando adivinhar, de forma abstractá, o vinho mais apropriado. Curiosamente pudemos comprovar com satisfação, durante a prova experimental, que acertamos praticamente sem erros. Há que ter em conta que existe sempre um componente subjectivo nas provas, pelo que neste livro se 
apresentam apenas opiniões sobre vinhos a eleger e não dogmas. Que não passe pela cabeça de ninguém que os conselhos que aqui se participam reflectem uma opinião oficial do Instituto do Vinho do Porto, ou algo semelhante. Nada disso, estamos ante uma relação de sugestões pacíficas, que no painel de prova nos pareceram as mais acertadas. 

Qual foi o nosso critério ? Pense por um momento que está sentado connosco para dar a sua opinião. Em primeiro lugar consideramos a nossa memória, aqueles matizes que estão armazenados e que resultam das atentas provas deste produto efectuadas anteriormente. No caso deste instrumento mental nos falhar, contamos ainda com a possibilidade de nos actualizarmos com a importante quantidade de amostras que o Instituto do Vinho do Porto nos facilitou. Assim, provamo-las todas de trás para a frente e comentamos as nossas sensações para estabelecer parâmetros com os quais nos identifiquemos e estejamos de acordo. Uma vez conseguido este pormenor transcendente, analisamos a receita em conjunto. Há factores que irão determinar a nossa eleição: texturas, sabores predominantes, utilização de molhos, presença de vinagre, especiarias, comportamentos dos ingredientes, tipo de cozedura, ervas aromáticas, etc. Para isso tentamos criar a imagem mais aproximada da sensação protagonizada por cada receita. Desta forma, para um prato delicado iremos buscar um vinho com as mesmas características, com mais idade e maior complexidade de matizes terciários; não obstante, numa perdiz de escabeche, por exemplo, onde as reminiscências são mais contundentes, teremos que nos decidir por um Porto mais robusto, mais jovem e com destaque para os aromas primários. Como vê, não é assim tão complicado. 



A título orientativo, quanto mais jovens são os vinhos tintos mais corpulência apresentam, têm mais estrutura, mais taninos e sobressai a fruta madura, pelo que são ideais para evocações mais : condimentadas. Os tintos de idade, por seu lado, evoluíram em madeira e perderam essa exuberância da fruta, assim como os taninos, mas ganharam em elegância e complexidade de aromas a frutos secos, tintura de iodo, vinagrinho, madeiras exóticas, balsâmicos, etc., estando mais domesticados que os jovens e, teoricamente, mais facilmente combináveis com comida. Nos brancos há que distinguir dois aspectos fundamentais: o seu grau de doçura e a idade, uma vez que existem alguns brancos que mais parecem tawnys, pelos seus tons acastanhados e pela riqueza dos seus matizes. 

O que parece claro é que praticamente todas as receitas podem ser acompanhadas com vinho do Porto, sendo fundamental que a eleição seja adequada e bem integrada no menu. Parece-me a mim que é este o grande objectivo deste livro: desmistificar o vinho do Porto como um produto de luxo, garrafeira ou sobremesa e colocá-lo ao nosso serviço. Conseguido este propósito todos teremos beneficiado, visto que nos podemos deliciar mais assiduamente com um dos melhores vinhos do mundo, ao qual, por se encontrar tão próximo, nem sempre atribuímos o valor que merece. Unamos, pois, as nossas vozes em prol deste filho pródigo da gastronomia lusitana e brindemos no nosso próximo festim:Pelo vinho do Porto!